Arquivo do blog

domingo, setembro 24

24/09/2023

Antes que você (e eu) vá embora de vez, eu preciso confessar nesse dia: eu te amei! Das transas no começo da manhã até o sussurro de "ta feliz comigo?" em cada madrugada que atrapalhava seu duro sono, te amei desde o “posso me entregar?” até a promessa de sumir da sua vida na última mensagem de despedida. Dos olhos brilhando no seu pedido de noivado e a jura de nos fazer eterno até o cheiro do seu perfume que restava no travesseiro todas as vezes que você dormiu aqui.


Eu te amei em cada vírgula da nossa história torta, em cada lágrima que escondi no escuro do quarto, em cada excitação com nossos vídeos, em cada sorriso que suas surpresas provocaram, afinal eu era apaixonado nas suas surpresas e nas pequenas coisinhas que ganhei um dia. Eu te amei como quem esquece até mesmo de amar a si. Eu te amei nos goles de coca zero que dividimos em cada evento, nas empadas e receitas a noites que eram só nossas, nos devaneios noturnos em que meu prazer era seu orgasmo.


Antes que você (e eu) feche a porta de vez, eu preciso te contar que você foi o meu melhor sonho e o pior pesadelo. Durante todos os dias que estive ao teu lado, eu te amei até mesmo na instabilidade que era te amar. Das suas incertezas de um futuro profissional exitoso até a sua mania de deixar a toalha molhada na cama, do seu silêncio quanto a minha beleza e da sua demonstração de afeto pelos atos de serviços. Eu permaneci te amando quando a falta de razão era a única explicação para o amor.


Eu te amei até não saber amar mais ninguém, até desistir de encontrar em outros olhos o inexplicável que os seus me mostravam. Eu te amei mesmo depois da porta fechada, do celular continuar mudo, de te ver sorrindo em cada nova foto publicada. Eu te amei na imensidão da saudade, na solidão que a sua ausência causou e em cada foto que rasguei na tentativa de esquecer você.


Antes que eu perca a coragem, eu preciso te contar que eu realmente te amei. Eu te amei profundamente até perder todas as estribeiras e limites, eu te amei tanto que chorei escrevendo cada despedida. Mas assim como todo verbo encontra o tempo certo para existir, meu coração vai saber onde te colocar em minha história. As noites que me trouxeram a certeza do nosso amor, também confirmaram que sua ausência deixou de ser falta e passou a se chamar sossego.


(1 ano depois, eu digo não).





Nenhum comentário:

Postar um comentário