Ouvindo, Los Hermanos, ali...
(Disso somente a gente é quem sabe, pequeno.)
Fica as madrugadas acordadas, deitados na cama e imaginando e planejando bobeiras, fica o gostinho bom e doce de visualização de mensagem instantânea e a percepção de que de fato há alguém ali, não visível mas presente. Fica as felicidades matinais de receber mensagens mesmo tendo conversado a madrugada toda, o momento de esperar o dia clarear para te acolher era a mágica se concretizando na distância.
Fica o aconchego de palavras e o intenso tesão cultivado diariamente através de olhares, bocas, corpos e intenções. Fica os meses de conquista, fica o pensamento do ano e também a vontade.
Fica nossos bocejos em sintonia e a minha implicância em te pedir para abaixar a tv para podermos conversar melhor. Fica o desejo de encher a sua casa de utopias e ideologias e a vontade de levar novos ares e visões para o seu crescimento.
Das nossas vontades a gente é quem sabe, pequeno.
Fica os sorrisos inesperados ao lembrar de algumas declarações. Fica as músicas, os textos e todas as mensagens. Fica a dor te ver na solidão e a minha incapacidade de não conseguir mudá-la. Fica nossos conflitos, brigas e birras, ciúmes e paranóias.
O que não fica é a dúvida. O que não fica são os planos de futuro, o que não fica é a sexta-feira. Quem me vê na rua sabe que nos perdemos. O que não fica é o erro, o que não fica é você, pequeno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário