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domingo, abril 19

Domingo

Pra eles todo o amor do mundo, pra gente o outro lado.

(Eles não te querem ver feliz)

Luz amarela, quarto branco, isso parece um hospital e eu um doente. E você a minha droga.

Juntos, e em um espaço de cobras prontos para atacar, eles se questionaram porque estávamos tão felizes. Eles não sabem o que é felicidade e conseguiram destruir meu castelo de areia.

Eles não nos queriam felizes.

E eu, só aceito a condição de ter você só pra mim, eu sei não é assim, mas deixa eu fingir. Te segurei nos meus braços e te tratei como meu, eu conhecia os leões e te queria longe deles, mas um dia você irá perceber que a liberdade demais sufoca...

Se te faço o que ninguém mais faz e te coloco no meu altar particular, não há motivos para estar do outro lado do muro, junto com os caretas.

Eu só posso te dar uma casinha no alto do morro com uma rede na varanda, muitas crianças, muitos vizinhos, não te prometo viagens internacionais e nem o seu carro, te prometo um mochilao de carona por onde a nossa mente tiver coragem, eu te prometo a coragem. Talvez seja pouco, mas para se concluir uma maratona de quilômetros, é necessário o primeiro, o segundo e o terceiro passo, para a planta florir é necessário a água, o calor, o abraço da terra e a boa vontade do universo. Eu não posso mandar no universo.

Mas em mim, uma coisa só me faz lembrar, que o dia o céu e a terra se uniram em um instante por nós dois, em dois, à dois, um pouco antes do nascer do sol e um pouco depois da fome. E dessa vez, o que vai ficar não será o seu olho claro ou sua lindeza que todo mundo comentou, o que vai ficar será a sua entrega a sós, descabelado, sem maquiagem e longe do status, verdadeiramente te encontrei nu. E a sua nudez me encantou muito mais.

Parace que o coração, se carece e dispara, se embrulha e se embaralha. Você me bagunça e tumultua tudo em mim. Aprender você, sem te prender comigo...

Pequeno, tome esse texto como forma de um beijo, aquele beijo que não pude dar quando você estava indo embora, era a minha maior vontade, certamente eu já sabia que não seria um "até logo" e por isso te agradeci no seu ouvido com um "obrigado". Obrigado pelo dia em que fui, mais feliz.



quarta-feira, abril 15

Do que fica


(Disso somente a gente é quem sabe, pequeno.)

Fica as madrugadas acordadas, deitados na cama e imaginando e planejando bobeiras, fica o gostinho bom e doce de visualização de mensagem instantânea e a percepção de que de fato há alguém ali, não visível mas presente. Fica as felicidades matinais de receber mensagens mesmo tendo conversado a madrugada toda, o momento de esperar o dia clarear para te acolher era a mágica se concretizando na distância.

Fica o aconchego de palavras e o intenso tesão cultivado diariamente através de olhares, bocas, corpos e intenções. Fica os meses de conquista, fica o pensamento do ano e também a vontade.

Fica nossos bocejos em sintonia e a minha implicância em te pedir para abaixar a tv para podermos conversar melhor. Fica o desejo de encher a sua casa de utopias e ideologias e a vontade de levar novos ares e visões para o seu crescimento. 

Das nossas vontades a gente é quem sabe, pequeno.

Fica os sorrisos inesperados ao lembrar de algumas declarações. Fica as músicas, os textos e todas as mensagens. Fica a dor te ver na solidão e a minha incapacidade de não conseguir mudá-la. Fica nossos conflitos, brigas e birras, ciúmes e paranóias.

O que não fica é a dúvida. O que não fica são os planos de futuro, o que não fica é a sexta-feira. Quem me vê na rua sabe que nos perdemos. O que não fica é o erro, o que não fica é você, pequeno.