'Cansei desse negócio de tentar ser bom' (Silva)
Eu não queria, mas ela já não cheirava do mesmo cheiro e não fazia mais sentido tê-la daquela maneira que estava quando você a deixou.
Abri as janelas do quarto, o ar precisava entrar, mudei a cama de lugar. Troquei os lençóis. Joguei fora tudo o que restou de um pedaço de uma possível lembrança sua.
Pintei as paredes do quarto, o branco de antes me lembrava hospital, e isso só aumentava minha dor, colori com cores alegres em uma falsa tentativa de se deixar levar pelo meio.
Pintei as paredes do quarto, o branco de antes me lembrava hospital, e isso só aumentava minha dor, colori com cores alegres em uma falsa tentativa de se deixar levar pelo meio.
Essa é minha zona de limite, o limite entre a loucura e a dor. O inverno chegou. O ar condicionado agora vai funcionar, ele esquenta. Mas você não vem...
Não sei se mudei tudo para uma possível volta sua, para você perceber que mudei. Ou se mudei para você realmente nunca mais aparecer. O que sei, é que não você não está, os pelos da Malu já caíram e eu já aprendi a cozinhar, porque você não vem?
Mas no fundo, eu sempre soube que o inverno sempre me quis assim, jogado no frio assim, só. Sem satisfações, sem brigas, sem ciúmes, apenas só. É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui.
Criarei um mantra. Não me dou sem ser dado, não alimento mais plantas carnívoras e não espere o ônibus que vai demorar a chegar.
Mas no fundo, eu sempre soube que o inverno sempre me quis assim, jogado no frio assim, só. Sem satisfações, sem brigas, sem ciúmes, apenas só. É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui.
Criarei um mantra. Não me dou sem ser dado, não alimento mais plantas carnívoras e não espere o ônibus que vai demorar a chegar.
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