Arquivo do blog

domingo, outubro 20

yo no se hablar te amo

(deve ser um erro de fábrica.)





Sempre tive o costume de começar a história pelo título, parece que assim eu moldo a nossa história com as minhas vontades. E dessa vez não foi diferente.

Te titulei, era algo mais ou menos "tudo o que eu precisava", sintetizei em você meus anseios/desejos/vontades/medos/sonhos...(infinidades)... Não me dei conta que eu não era uma Cinderela (ou outra princesa frágil), e por isso me tornei dependente-do-enredo.

Esqueci também de te avisar que eu estava escrevendo sozinho a nossa história, eu era o escritor e o protagonista, você um coadjuvantezinho, que vinha me satisfazer e depois ia embora para eu ter saudade e sofrer um pouco. O roteiro era legal. 

Mas você não quis assinar o contrato para atuação. Não entendi nada ia lhe faltar, eu te daria tudo.

Pensei até em mudar para você ter um maior destaque na história, mas você não me deu ouvidos... Simplesmente disse não, e, aliás, você nem sequer leu a história.

Logo imaginei que você não seria o ator ideal, não ia me render o Oscar, não ia ser um sucesso de bilheteria, e ia ser um fracasso. Como os outros, como sempre foi os outros, o erro é os outros, o erro é o erro..... Meu erro, eu sou o erro, o meu erro sempre foi o erro. Eu não sou um bom escritor.




Moral da história: 


O título é o ponto final, a cereja do bolo. A caneta deve ser compartilhada, e não pode ser caneta, deve ser Lápis, pois irá precisar apagar e por em ordem o rascunho. Ah, mas o protagonista sempre tem que ser você, mas não deve ter coadjuvante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário