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terça-feira, janeiro 22

1,2,3 4.



Eu me entrego pros dias de sol, pra camisas de banda e até pra chocolates, ou filmes de romance esquecidos na estante. Pros perfumes que deixam boas lembranças, pras risadas que me tiram todo o ar, às cores vibrantes do seu tênis que caminham em minha direção. Caminho devagar, se o tempo for bom.
Não pense muito no fim, tudo se adapta. Se alguém te deixou cego, não questione, simplesmente vá. Se o errado pra mim for o certo, eu não me importo. Eu me entrego.
Eu me entrego à sua bagunça na minha sala, a um bom livro antes de dormir.
Ao hoje, ao agora e ao talvez…Ao compromisso de realizar meus sonhos.
Desapego até dos meus esconderijos, aos berros. Deixe a deixa aberta, aperte um sorriso num mundo colorido pra que viver apenas uma cor?



À música estrondosa, à casa vazia, chão gelado e silêncio interior. Às bocas vermelhas, às meias de lurex, às unhas compridas, tudo junto, só se for.

Eu me entrego apenas quando souber que o que iremos passar vai ter valido uma canção.
Meia hora a mais na cama na segunda-feira, um dia chuvoso bem embaixo do edredom.
Ao colo de quem me aceita assim, a tudo que puder antes que a cortina feche. Até de malas prontas, me arrisco a compor, de um jeito que ninguém sabe, sem sonhar com os pés no chão.

Entregue-se àquilo que te faz sentir.

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