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segunda-feira, dezembro 15

não se aprisiona água em pedra de gelo

 não te contei segredos, nem essa página. 

deixei você me ler, te disse poucas coisas e demonstrei o que eu queria. minhas fragilidades foram pouco a pouco colocadas, te poupei de tudo. se há um culpado, esse não foi você. 

de você, espero ser digno de ao menos uma nota de rodapé, de uma vírgula da sua bonita história ou de algum pensamento


sorrateiro que te pega noite a fora ao som de alguma música, palavra ou memória da minha presença. De mim você ganha um capítulo inteiro.

fui frio e firme como uma pedra de mármore, me protegi de não mergulhar e me entregar, doeu muito a reconstrução e jurei pra mim mesmo que não volto mais a ela.

também fui pólo de segurança quando o mundo ousou te questionar, todas as suas incertezas confesso que passaram longe das minhas vontades, gostei e amei tudo na medida certa. te enchi de roupas como quem tentasse decifrar suas vontades e acertei todas as peças. eu te lia muito bem.

te li tanto que não pude negar ao seu pedido para ir embora, doeu muito ver seus olhos descrente do homem que você tanto admirou. você admirou poucos homens e por um momento, fui um deles. me dói perder esse status mas também assumo os riscos.

me preocupei em sair inteiro dessa relação desde quando tudo era borboletas no estômagos, o estrago de não dar certo falou mais alto que o tentar. confesso que me apequenei quando poderia ser gigante em tudo. 

e hoje, acredito que não seria nessa vida que vamos ser eternos. por isso te eternizo nas minhas memórias e deixo para outra vida a decisão de tentar novamente. (apesar de ter tentado)



e não espero que tenha orgulho dos próximos capítulos da minha história, só eu sei o que se passa aqui dentro. 


e antes que eu vá embora, eu te escolhi. Apenas saiba disso.


a você, meu grande parceiro, meu amorzinho desse tamanho 🤏🏾.