"Ela demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia
De se querer bem, de se querer quem se tem.
Ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela."
Descobri o endereço do meu corpo que há algum tempo acreditava que não exista.
No fundo, imaginava que jamais seria despertado.
Contos românticos, já foram vários criados, reformulados e destruídos. Por um tempo me sentia destrutivo.
Acontece que me apego a surpresas. As pequenez da vida.
A surpresa do sorriso, do pão quentinho, a surpresa do cuidado.
O peito no peito, a busca incessante de encontrar uma mão para tocar.
Me recarregar e quando partir, deixar a carga cheia, para no outro dia receber mais carga.
A cafune no meu cabelo crespo, a beijos que molham os lábios.
A atenção, as metas e a fisionomia perfeita dos nossos corpos.
Arranhões, mordidas, respiração funda e o relaxamento com risos.
(...)
E as vezes eu nem acho que merecia, é muito, é desproporcional.
E o que seria da gente sem meus medos e a sua coragem de enfrenta-los?
Me desarmei, tirei e joguei fora as munições que ainda tinha, se for pra enfrentar, que seja de peito aberto.
Por isso Aceito, aceito ser seu pra viver. Aceito navegar por essas águas, aceito me aquecer nesse teu sol e beber na tua fonte. Aceito do centro as goiabeiras. Aceito o sangue por isso, a dor, mas também o prazer. Eu te aceito por completo.
Com remetente. Para meu bem.