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sábado, fevereiro 15

Retorno

Por definitivo vou ficar quieto.
"Hoje eu quero sair, só" 
(Sandy)


Só quero contemplar o cosmo e prosseguir devagarinho a caminhar, como a cada tragada que dava no cigarro, Um passo, pausa, outro passo.
É que antes, eu corri. Queria que tudo acontecesse no meu instante, veloz. Por isso, estabanei de cara no muro, pessoas, em tudo. Não sabia usar o freio. E agora faço justamente o oposto, ficarei parado, no ponto morto, nulo.
Mas não ficarei parado na esperança de alguém encostar do meu lado e me oferecer um reboco. É que não quero ninguém, e nem o ninguém será muito bem-vindo. Quero parar no concerto, há algo que precisa ser mudado, mas mudarei por mim e somente assim, vou contemplar, quero ser e estar, mas comigo, apenas eu e o meu universo particular. E hoje, mais do que nunca será bem particular.
Não é promessa, é consequência.
E essa é a consequência da velocidade. Quilômetros demais, troca de óleo demais...

E chega.


quarta-feira, fevereiro 5

Ela, Ele.

Ela via o mundo, ele via o mundo. Viam sob a mesma luz. Isso é tudo e era tudo que havia entre os dois em comum.
Se conheceram, no inverno de 2002, no vento um prelúdio do que viria depois.
O frio desculpa se fez, pra ele estender seu casaco nos ombros dela.
O inverno então se desfez, quando ela em troca lhe deu com o olhar um abraço.

Ele era um aspirante a poeta e ela era inspiração. E pra ele qualquer coisa nela despertava uma canção.

Ela que sempre buscava em tudo um porque, com ele, bastava estar, sentir e viver.

O tempo voava pros dois e nem todo o tempo do mundo seria o bastante.
Os dias vividos a dois provavam que a eternidade é só um instante.

Ela já quis ser de tudo e até sonhou em ser piloto de avião, finalmente alcançou o céu no instante em que ele lhe pediu a mão.

Três letras, ela respondeu e a mais linda música se transformou sua voz.

Enfim não haveria mais qualquer fragmento de vida, vivido a sós.